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Empresa de projetos estruturais como escolher, quanto custa e o que esperar

Empresa de projetos estruturais: o que faz, como contratar e quando integrar projetos complementares

Quando pensamos em construir ou reformar, o projeto estrutural é uma das etapas que mais impactam segurança, custo e prazo. Escolher bem a empresa de projetos estruturais reduz retrabalho, evita surpresas na obra e garante que a estrutura converse com arquitetura, instalações e demais disciplinas. Este guia explica, em linguagem clara, como funciona o serviço, como comparar propostas, quanto custa em média e por que integrar projetos complementares desde o início.

O que faz uma empresa de projetos estruturais

De forma simples, é a responsável por conceber, calcular e detalhar a “espinha dorsal” da edificação. Entre as entregas típicas estão:

– Estudo e concepção do sistema estrutural (concreto armado, protendido, metálico, madeira, mistos).

  • Cálculo estrutural com softwares e verificação conforme normas técnicas.
  • Definição de fundações (sapatas, estacas, blocos, radier).
  • Memoriais de cálculo e descritivo técnico.
  • Plantas e detalhamentos (formas, armações, ligações metálicas, furações).
  • Caderno de interferências com arquitetura e instalações.
  • ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) e suporte técnico durante a obra.

Por que o projeto estrutural é decisivo

  • Segurança: dimensiona elementos para suportar cargas permanentes, acidentais e ações de vento, entre outras.
  • Economia: boas soluções estruturais reduzem consumo de concreto, aço e tempo de obra.
  • Viabilidade da arquitetura: vãos, balanços, pé-direito e modulações influenciam estética e funcionalidade.
  • Prazo: menos improvisos e retrabalho em obra.
  • Manutenção futura: soluções pensadas para durabilidade evitam patologias (fissuras, corrosão).

como é o processo de um projeto estrutural

  1. Briefing e levantamento
  • Recebimento do projeto arquitetônico (plantas, cortes, fachadas, modelo 3D, quando houver).
  • Informações de uso (residencial, comercial, industrial), cargas especiais, exigências locais.
  • Dados de solo (sondagem) ou, na falta, diretrizes preliminares.
  • Concepção estrutural
  • Escolha do sistema (ex.: lajes maciças, nervuradas, protendidas; perfis metálicos; paredes estruturais).
  • Análise de modulação e otimização de vãos para reduzir materiais e interferências.
  • Modelagem e cálculo
  • Modelagem em software, aplicação de ações e combinações conforme ABNT.
  • Verificações de estados limites (resistência e serviço) e deformações.
  • Compatibilização
  • Integração com projetos complementares (elétrico, hidrossanitário, HVAC, incêndio, SPDA, dados).
  • Coordenação de furos, shafts, passagens e apoios de equipamentos para evitar cortes indevidos em vigas e lajes.
  • Detalhamento e documentação
  • Pranchas de formas e armações, listas de aço, memoriais e caderno de interferências.
  • Emissão de ART e checklist de qualidade.
  • Suporte à obra
  • Esclarecimento de dúvidas, análises de alterações e visitas técnicas quando contratado.

Integração com projetos complementares: onde mora a economia

Projetos complementares são as disciplinas que “conversam” com a estrutura e com a arquitetura:

– Elétrico e dados

  • Hidrossanitário e gás
  • HVAC (ar‑condicionado e exaustão)
  • Combate a incêndio
  • SPDA (para‑raios)
  • Automação, segurança e CFTV
  • Acessibilidade e desempenho

Por que integrar cedo:

– Menos retrabalho: prever shafts, nichos e apoios evita quebras em obra.

  • Melhor custo: lajes e vigas podem acomodar dutos e tubulações sem reforços extras.
  • Prazos mais curtos: pranchas saem “redondas”, com menos revisões.
  • Desempenho: evita ruído, vibrações e patologias por passagens mal posicionadas.

Como escolher a melhor empresa de projetos estruturais

Use este checklist objetivo:

– Experiência e portfólio: obras semelhantes à sua (residenciais, comerciais, industriais).

  • Qualidade das entregas: exemplos de pranchas, memorial de cálculo e caderno de interferências.
  • Processo de compatibilização: trabalha com BIM? Reúne todas as disciplinas? Emite clash detection?
  • Suporte em obra: há atendimento durante a execução? Visitas técnicas?
  • Prazos realistas: cronograma de estudos, anteprojeto, projeto executivo e revisões.
  • Transparência de escopo: o que está incluído (reuniões, compatibilização, revisões, ART) e o que é adicional.
  • Conformidade: registro profissional, ART e atendimento às normas.
  • Comunicação: linguagem clara, disponibilidade e relatórios objetivos.
  • Custo‑benefício: preço é importante, mas economia de materiais e retrabalho costuma compensar investir em um projeto melhor.

Quanto custa um projeto estrutural? O que influencia

Os valores variam por região, complexidade e escopo. Principais fatores:

– Área e tipologia: casas térreas custam menos por metro quadrado que edifícios com porões e grandes vãos.

  • Sistema estrutural: protensão e estruturas metálicas exigem mais especialização e detalhamento.
  • Nível de compatibilização: coordenação completa com projetos complementares demanda mais horas.
  • Prazo: urgências podem ter acréscimo.
  • Suporte em obra e visitas: geralmente são itens de escopo específicos.

Entregáveis que não podem faltar

  • Plantas de formas e detalhamentos legíveis, com padrões de cotas e cortes.
  • Listas de aço e quantitativos (para orçamento).
  • Memorial de cálculo objetivo e rastreável.
  • Caderno de interferências com arquitetura e instalações.
  • ART e registro de revisões.
  • Modelos digitais (quando em BIM) e relatório de conflitos.

Erros comuns ao contratar

  • Decidir só pelo preço: pode custar caro na obra em retrabalho e material.
  • Ignorar sondagem: fundação mal definida é fonte de imprevistos.
  • Começar instalações sem compatibilização: furos improvisados enfraquecem vigas e lajes.
  • Pular o suporte de obra: dúvidas não respondidas viram gambiarra.
  • Escopo “vago”: sem definir revisões e responsabilidades, surgem custos extras.

Benefícios de contratar projetos complementares junto com a estrutura

  • Um único ponto de contato, cronograma coordenado e reuniões mais produtivas.
  • Menos conflitos entre pranchas, menos revisões e mais previsibilidade.
  • Modelagem integrada (BIM) com relatórios de clash e soluções antecipadas.
  • Otimização de materiais: evitar reforços desnecessários, recortes e remendos.

Perguntas frequentes

Preciso de projeto estrutural para reforma?

Se a reforma mexe em paredes estruturais, amplia vãos, adiciona carga (ex.: banheira, laje técnica) ou altera fundações, sim. O profissional avalia riscos e legaliza com ART.

Em quanto tempo fica pronto?

Projetos residenciais costumam levar de 2 a 6 semanas, dependendo da área, complexidade e do ritmo de compatibilização com as demais disciplinas. Edifícios e galpões exigem cronogramas maiores.

Concreto ou metálica: qual é melhor?

Depende do objetivo, prazo, custo e disponibilidade local. Estrutura metálica costuma acelerar a obra; concreto pode trazer melhor custo em alguns cenários. A análise comparativa é parte do estudo.

Posso começar a obra com anteprojeto?

O ideal é aguardar o executivo compatibilizado. Iniciar sem detalhamento completo aumenta a chance de retrabalho e aditivos.

O que entregar para cotar o projeto?

  • Arquitetura atualizada (plantas, cortes e fachadas em PDF/DWG).
  • Sondagem e dados de uso (cargas especiais).
  • Preferências de sistema (se houver) e prazos desejados.
  • Lista de disciplinas complementares a integrar.

Como é feita a compatibilização na prática

  • Reunião de kick‑off com arquitetura e instalações para alinhar premissas.
  • Troca de modelos (ou pranchas) em ciclos curtos.
  • Detecção de conflitos (clash detection) e plano de ação.
  • Revisões pontuais e congelamento de pranchas.
  • Caderno final de interferências para a obra..

Sinais de um bom projeto estrutural

  • Pranchas claras, sem “poluição”, com legenda e cortes elucidativos.
  • Detalhes de armaduras em regiões críticas (apoios, punção, ligações).
  • Indicação de furos permitidos e reservas em lajes vigas.
  • Memoriais que explicam as premissas e combinam com as pranchas.
  • Revisões documentadas e comunicação ativa com a obra.

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