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Custos para reparar rachaduras quanto custa, como avaliar e quando chamar um especialista

O que causa rachaduras  e por que isso impacta o custo

As causas mais comuns de fissuras, trincas e rachaduras são:

– Variações de temperatura e retração da argamassa ou do concreto

  • Umidade e infiltrações (telhado, fachada, banheiro, tubulações)
  • Assentamento do solo ou recalques diferenciais
  • Sobrecarga e vibrações
  • Falhas de execução (ausência de vergas/contravergas, juntas mal executadas)
  • Corrosão de armaduras (ferrugem na estrutura)

Como classificar a abertura e a gravidade

Para entender o orçamento, ajuda diferenciar:

– Fissuras: aberturas finas, geralmente menores que 0,5 mm. Normalmente estéticas ou ligadas à retração.

  • Trincas: entre 0,5 mm e 1 mm e podem indicar movimentação. Já merecem atenção.
  • Rachaduras: maiores que 1 mm ou com deslocamento de partes. Podem sinalizar risco estrutural ou infiltração importante.

Sinais de alerta (chame um engenheiro):

– Rachaduras diagonais próximas a portas e janelas em formato de “escada”

  • Fendas que atravessam a parede de um lado a outro
  • Fissuras acompanhadas de portas emperrando, piso inclinando, janelas desalinhadas
  • Manchas de umidade, bolor, reboco oco ou ferrugem aparente

Fatores que influenciam os custos de reparo

  1. Local e acessibilidade
  • Interno x externo, altura, necessidade de andaime ou plataforma elevatória
  • Fachadas altas e coberturas aumentam custo de montagem e segurança
  • Extensão da área e acabamento
  • Quantos metros lineares, quantidade de pontos e o tipo de acabamento (pintura texturizada, pastilha, pedra, revestimento cerâmico)
  • Causa e solução necessária
  • Somente recomposição de argamassa e pintura
  • Injeção de resina epóxi/poliuretano para fissuras ativas
  • Costura (“grampeamento”) da alvenaria
  • Reforço estrutural com fibra de carbono ou chapas metálicas
  • Correção de umidade na origem (impermeabilização)
  • Reforço de fundação em casos severos
  • Ensaios e laudos
  • Inspeção técnica, mapeamento das fissuras, monitoramento e emissão de laudo
  • Em casos de disputa, perícia na construção civil pode ser necessária
  • Região e mão de obra
  • Varia por cidade, disponibilidade de equipes e nível de especialização

Faixas de preços típicas no Brasil (valores de referência)

Observação importante: são estimativas de mercado para uso inicial. O preço final depende do diagnóstico e das condições locais.

– Selagem de fissuras superficiais (parede interna), correção e pintura:

R$ 30 a R$ 80 por metro linear

– Trincas em alvenaria com costura (grampos metálicos, argamassa de reparo) e acabamento:

R$ 300 a R$ 800 por metro linear

– Injeção de resina epóxi ou poliuretano (quando a fissura é ativa ou exige aderência estrutural):

R$ 250 a R$ 600 por metro linear

– Recuperação de concreto com corrosão de armadura (picagem, passivação, recomposição):

R$ 450 a R$ 1.200 por metro linear (ou por ponto, conforme avaliação)

– Reforço com fibra de carbono (lajes, vigas, reforço localizado):

R$ 600 a R$ 1.200 por metro

– Impermeabilização localizada (por exemplo, sobre laje de cobertura/banheiro que causa fissuras por umidade):

R$ 70 a R$ 180 por m² (sistema e acesso influenciam)

– Montagem de andaime ou uso de plataforma elevatória:

Andaime: R$ 20 a R$ 40 por m²/mês; Plataforma: R$ 400 a R$ 700 por dia

– Laudo técnico de engenharia diagnóstica para residência/apartamento:

R$ 800 a R$ 3.500 (varia com complexidade, número de ambientes e necessidade de ensaios)

– Perícia na construção civil (casos judiciais/complexos):

R$ 5.000 a R$ 20.000 ou mais, conforme escopo e prazos

– Reforço de fundações (casos graves de recalque diferencial):

Pode superar dezenas de milhares de reais, pois envolve métodos como estacas metálicas/megaestacas e macrograuteamento

Exemplos práticos de orçamento

Cenário 1: Fissuras finas em paredes internas de um apartamento

  • Serviço: abertura, limpeza, massa específica para fissuras, lixamento e repintura
  • Estimativa: R$ 1.200 a R$ 3.500 para 10 a 30 metros lineares, dependendo do acabamento

Cenário 2: Trincas em fachada de sobrado com acesso difícil

  • Serviço: costura da alvenaria, argamassa de reparo, textura/acabamento externo
  • Acesso: andaime por 15 dias
  • Estimativa: R$ 6.000 a R$ 15.000 (material, mão de obra e andaime)

Cenário 3: Fissura ativa em laje de garagem com infiltração

  • Serviço: mapeamento, injeção de resina, recomposição e impermeabilização
  • Estimativa: R$ 8.000 a R$ 20.000 (varia com extensão e sistema de impermeabilização)

Cenário 4: Rachadura estrutural com sinais de recalque

  • Serviço: diagnóstico aprofundado (monitoramento, ensaios), projeto de reforço e intervenção na fundação
  • Estimativa: orçamento sob análise técnica; pode ultrapassar R$ 50.000

O barato sai caro: por que tratar a causa é mais econômico

  • Pintar por cima sem corrigir a origem é gasto recorrente
  • Resinas e costuras aplicadas sem diagnóstico podem falhar
  • Ignorar umidade acelera a corrosão das armaduras e encarece o reparo futuro
  • Um laudo técnico bem feito evita retrabalho e consegue definir o método de reparo mais efetivo e, muitas vezes, mais econômico no ciclo de vida

Checklist rápida antes de fechar:

– O orçamento explica a causa e o método?

  • Há itens de segurança e acesso inclusos?
  • Existe prazo, garantia e responsabilidade técnica?
  • Está claro o limite do serviço (metros lineares, pontos, área)?

Como reduzir custos sem comprometer a qualidade

  • Diagnostique primeiro: corrigir a causa evita retrabalho
  • Agrupe intervenções: tratar todos os pontos de uma vez reduz custos de mobilização
  • Planeje o acesso: combinar reparo com pintura/manutenção de fachada otimiza andaimes
  • Escolha materiais adequados: nem sempre o mais caro é o melhor para o seu caso
  • Exija ART e registro fotográfico: mais controle, menos surpresas

Quando chamar um perito em construção civil

  • Conflitos entre proprietário, construtora, condomínio ou vizinhos
  • Necessidade de prova técnica em processos judiciais
  • Danos recorrentes sem solução aparente
  • Suspeita de vício construtivo dentro de garantias

Perguntas frequentes

O que é mais caro: reparar a rachadura ou eliminar a causa?

  • Eliminar a causa pode exigir mais investimento inicial, mas praticamente sempre é mais barato ao longo do tempo, porque evita reincidência.

Posso apenas pintar por cima das fissuras?

  • Não é recomendado. A fissura volta e você paga duas vezes. O ideal é abrir, tratar e selar corretamente — e, se necessário, resolver a origem (umidade, movimentação etc.).

Quando é urgente chamar um engenheiro?

  • Se a rachadura é larga (maior que 1 mm), se há deslocamento, som com “oco” ao bater no reboco, portas emperrando ou sinais de umidade/corrosão.

Quanto tempo leva o reparo?

  • Pequenas fissuras internas: 1 a 3 dias. Intervenções em fachadas e estruturas: de alguns dias a algumas semanas, dependendo do acesso e da extensão.

É preciso laudo técnico?

  • Para casos simples, um relatório de inspeção pode bastar. Para trincas mais significativas, fachadas, estruturas e condomínios, é recomendável laudo técnico com ART. Em disputas, a perícia é o caminho.

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