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Contratar engenheiro estrutural quando, como, custos e integração com projetos complementares

Por que contratar um engenheiro estrutural?

  • Segurança e desempenho: o engenheiro define vigas, pilares, lajes e fundações para que a estrutura suporte cargas de uso, vento e, quando aplicável, outras ações.
  • Economia de materiais: soluções bem dimensionadas evitam “superdimensionamento” e desperdício de concreto e aço.
  • Menos retrabalho: um projeto detalhado diminui correções em obra, que custam caro e atrasam o cronograma.
  • Conformidade legal: emissão de ART no CREA, atendimento às normas técnicas e apoio em aprovações.
  • Integração com projetos complementares: passagem de tubulações, shafts e equipamentos previstos sem interferir na estrutura.

Quando contratar um engenheiro estrutural?

  • Antes da obra começar e logo após o anteprojeto/estudo preliminar de arquitetura.
  • Em reformas com demolição de paredes, aberturas em lajes ou aumento de cargas (ex.: instalação de banheira, laje técnica, reservatórios).
  • Em regularizações, ampliações e mudanças de uso.
  • Quando houver manifestações como fissuras, flechas excessivas ou sensação de vibração – nesses casos pode envolver também engenharia diagnóstica e eventual laudo.

Como contratar um engenheiro estrutural em 7 passos

  1. Defina objetivos e restrições
  • Programa de necessidades, número de pavimentos, vãos desejados, prazos e orçamento.
  • Informe se haverá subsolo, reservatórios, áreas técnicas, painéis solares, equipamentos pesados ou sobrecargas específicas.
  • Reúna informações de base
  • Projeto arquitetônico (DWG/PDF), levantamento topográfico, sondagem de solo (SPT), diretrizes do corpo de bombeiros quando aplicável.
  • Em reformas: plantas as built, fotos e, se possível, laudo/inspeção do existente.
  • Solicite propostas comparáveis
  • Peça escopo detalhado, prazos, número de revisões e entregáveis.
  • Pergunte sobre metodologia (BIM ou CAD), compatibilização com projetos complementares e reuniões técnicas.
  • Verifique habilitação e experiência
  • CREA ativo e emissão de ART.
  • Portfólio e, quando possível, CAT (Certidão de Acervo Técnico) de obras similares.
  • Avalie o escopo técnico, não apenas o preço
  • Verifique se inclui memoriais, pranchas, listagem de materiais e detalhes executivos.
  • Confirme assistência técnica durante a obra e resposta a RFIs.
  • Planeje a compatibilização
  • Combine marcos com projetistas de elétrica, hidráulica, incêndio e climatização.
  • Defina responsabilidades por furos, aberturas e reservas.
  • Formalize o contrato
  • Escopo, cronograma, responsabilidades, número de visitas, formato de entrega e forma de pagamento.
  • Preveja termos para alterações de escopo (ex.: mudança arquitetônica após o cálculo).

O que deve constar no escopo do projeto estrutural

  • Estudo preliminar e diretrizes: análise do partido estrutural (concreto, aço, misto, alvenaria estrutural, madeira engenheirada), viabilidade e custos relativos.
  • Projeto básico/anteprojeto: definição de grids, vãos, espessuras iniciais e cargas.
  • Projeto executivo: plantas, cortes, armações, detalhes de nós e ligações, escoramentos e etapas de concretagem.
  • Memoriais e relatórios: critérios de dimensionamento e normas técnicas adotadas.
  • Lista de materiais: quantitativos de concreto, aço e fôrmas (útil para orçamento).
  • ART no CREA: responsabilidade técnica formal.
  • Compatibilização interdisciplinar: coordenação de aberturas e passagens com projetos complementares.
  • Assistência técnica: atendimento a dúvidas de obra, emissão de revisões e esclarecimentos.
  • As built: atualização do projeto conforme o executado (quando contratado).

Integração com projetos complementares: por que isso evita dor de cabeça

Projetos complementares bem coordenados reduzem conflitos em obra, como tubulações que cruzam vigas, shafts subdimensionados ou necessidade de cortes na estrutura. Ao contratar o engenheiro estrutural, confirme a integração com:

– Elétrica e SPDA: eletrocalhas e descidas de para-raios planejadas para não exigir cortes em vigas.

  • Hidrossanitário e gás: shafts, prumadas, caixas de passagem e alturas livres preservadas.
  • HVAC/climatização: dutos volumosos previstos com reservas estruturais adequadas.
  • Prevenção e combate a incêndio: casas de bomba, caixas d’água, cargas de reservatórios e passagens de sprinkler.
  • Fundações e contenções: compatíveis com sondagem, vizinhança e logística da obra.

Quanto custa contratar um engenheiro estrutural? Entenda os fatores

Não existe um valor único, pois o preço depende de vários fatores:

– Área, complexidade, número de pavimentos e vãos especiais.

  • Sistema estrutural (concreto armado, aço, mista, madeira engenheirada).
  • Qualidade das informações de base (sondagem, arquitetônico consolidado).
  • Prazos, número de revisões e nível de detalhamento desejado.
  • Necessidade de visitas e assistência técnica durante a obra.
  • Integração e compatibilização com projetos complementares.
  • Localidade e mobilização.

Checklist para comparar propostas

  • O profissional emite ART e tem CREA ativo?
  • O escopo inclui projeto executivo completo, memoriais, quantitativos e compatibilização?
  • Há previsão de reuniões e atendimento a dúvidas durante a obra?
  • Prazos e marcos estão definidos?
  • Revisões por mudança arquitetônica estão previstas em contrato?
  • Portfólio e referências de obras similares foram apresentados?

Sinais de alerta

  • Preços muito abaixo do mercado sem escopo claro.
  • Ausência de ART ou resistência em assumi-la.
  • Promessas de “aprovação garantida” sem análise prévia.
  • Propostas que não mencionam compatibilização com projetos complementares.
  • Falta de memorial descritivo e quantitativos.

Documentos e informações que você deve preparar

  • Arquitetônico atualizado (plantas, cortes, fachadas).
  • Sondagem de solo e levantamento topográfico.
  • Diretrizes de concessionárias e do corpo de bombeiros, quando aplicável.
  • Exigências específicas de uso (cargas, equipamentos, armazenagem).
  • Restrições do terreno e vizinhança (acessos, recuos, muros, edificações lindeiras).

Diferença entre engenheiro estrutural e arquiteto

  • Arquiteto: concebe o espaço, estética, funcionalidade e conforto do ambiente.
  • Engenheiro estrutural: garante que esse espaço seja seguro e viável, definindo a “espinha dorsal” da edificação.
    Ambos são complementares. O melhor resultado surge do trabalho integrado desde o início.

Perguntas frequentes

  • Preciso de engenheiro estrutural para pequenas reformas?
    Se houver demolição de paredes, aberturas em lajes ou aumento de carga, sim. Para trocas de revestimento ou pintura, geralmente não, mas quando houver dúvidas, uma consulta técnica rápida evita riscos.
  • O que é ART e por que importa?
    A Anotação de Responsabilidade Técnica formaliza quem é responsável pelo serviço. É essencial para segurança jurídica, comprovação de responsabilidade e para processos de aprovação e fiscalização.
  • O engenheiro visita a obra?
    Idealmente, sim. O contrato deve prever visitas estratégicas e atendimento a dúvidas para orientar execução e ajustes.
  • Posso começar a obra sem o projeto estrutural pronto?
    Não é recomendável. Iniciar sem o executivo aprovado aumenta muito o risco de retrabalho, custo extra e atrasos.

Contratar um engenheiro estrutural não é apenas cumprir uma exigência: é uma forma inteligente de ganhar segurança, reduzir custos e acelerar sua obra, especialmente quando o projeto estrutural vem integrado aos projetos complementares. Um bom profissional entrega um escopo completo, coordena interferências e acompanha a execução, para que tudo saia conforme o previsto.

Quer apoio técnico desde o primeiro esboço até a entrega? Fale com um engenheiro estrutural especializado em projetos e compatibilização de complementares. Solicite um diagnóstico do seu caso e receba um orçamento com escopo claro, prazos e entregáveis definidos. Assim, você toma decisões com base técnica e mantém sua obra no caminho certo.

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