A compra de um imóvel envolve uma série de etapas, documentos, contratos, impostos e procedimentos cartorários. Por isso, embora muitas pessoas contem com o auxílio de corretores e imobiliárias, a orientação jurídica pode contribuir para tornar a negociação mais segura.
O advogado imobiliário pode atuar desde o início da compra, bem como acompanhar as etapas posteriores à assinatura do contrato. Desse modo, sua atuação pode ajudar a identificar riscos, esclarecer dúvidas e evitar problemas que poderiam gerar prejuízos ao comprador.
Além disso, o profissional pode prestar serviços em diferentes tipos de aquisição, como compra de imóveis usados, imóveis na planta, propriedades financiadas, imóveis em leilão e terrenos.
Qual é a importância do advogado imobiliário na compra de um imóvel?
A compra de uma propriedade não depende apenas da vontade do comprador e do vendedor, pois é necessário verificar se o imóvel está regularizado, bem como se o vendedor possui legitimidade para negociá-lo. Ademais, é preciso identificar se existem dívidas, restrições ou processos capazes de afetar a operação. Desse modo, essas verificações podem contribuir para uma negociação mais segura.
Por isso, a análise jurídica pode ser importante para:
- verificar a documentação do imóvel, bem como analisar a situação do vendedor;
- identificar dívidas e restrições;
- revisar o contrato de compra e venda;
- esclarecer as responsabilidades das partes;
- orientar sobre impostos e despesas;
- acompanhar a escritura pública;
- auxiliar no registro do imóvel;
- prevenir conflitos futuros.
Assim, a análise jurídica permite avaliar diferentes aspectos da negociação. Portanto, o acompanhamento profissional pode ajudar a identificar possíveis irregularidades antes da conclusão da compra.
Assim, a atuação do advogado pode ocorrer de maneira preventiva, ou seja, antes que os problemas apareçam. Entretanto, o profissional também pode atuar quando já existe uma dificuldade relacionada à negociação.
Quais serviços um advogado imobiliário pode oferecer?
1. Análise da documentação do imóvel para compra ou venda
Um dos principais serviços prestados pelo advogado imobiliário é a análise da documentação da propriedade. Os registros oficiais podem revelar informações que o comprador não identifica durante a visita ao imóvel ou em uma conversa inicial com o vendedor.
Podem ser analisados documentos como, por exemplo:
- matrícula atualizada;
- certidão de ônus reais;
- certidão de inteiro teor;
- certidões de ações judiciais;
- certidões fiscais;
- comprovantes de pagamento de impostos;
- documentos relacionados ao condomínio;
- plantas e documentos da construção;
- registros de hipoteca, penhora ou alienação fiduciária;
- documentos de inventário, divórcio ou partilha.
Ademais, a documentação deve ser comparada com a situação real do imóvel. Isso acontece porque podem existir diferenças entre a área construída e a área registrada, bem como reformas ou ampliações sem a devida regularização.
Portanto, a conferência documental deve ocorrer antes da assinatura do contrato e, principalmente, antes do pagamento de valores elevados.
2. Pesquisa sobre a situação jurídica do vendedor
Além da análise do imóvel, o advogado pode verificar a situação jurídica do vendedor. Essa investigação é relevante porque determinados problemas financeiros ou judiciais podem afetar a segurança da transação.
Dependendo do caso, podem ser analisadas:
- certidões cíveis;
- certidões fiscais;
- certidões trabalhistas;
- certidões de execuções;
- situação do estado civil;
- existência de inventário;
- processos de divórcio ou partilha;
- poderes de representação;
- documentos societários, quando o vendedor é uma empresa.
Desse modo, é possível avaliar se o vendedor possui legitimidade para realizar a operação. Além disso, a análise pode ajudar a identificar situações que eventualmente indiquem risco de fraude ou de questionamento futuro da venda.
Todavia, a existência de um processo ou de uma dívida não significa automaticamente que a compra seja inviável. Por isso, cada situação deve ser examinada conforme os documentos e as circunstâncias específicas.
3. Realização de due diligence imobiliária
A due diligence imobiliária consiste em uma análise ampla da situação jurídica e documental do imóvel, bem como, em alguns casos, de seus aspectos urbanísticos e ambientais. Assim, esse procedimento permite examinar diferentes informações relacionadas à propriedade. Ademais, a análise pode contribuir para a identificação de pendências, pois determinadas irregularidades podem afetar a segurança da negociação.
Durante esse trabalho, podem ser avaliados alguns pontos, como por exemplo:
- histórico de propriedade, bem como cadeia de transmissões;
- existência de gravames;
- débitos fiscais;
- regularidade da construção;
- processos judiciais;
- restrições ambientais;
- limitações urbanísticas;
- situação do loteamento;
- compatibilidade entre os registros e a realidade do imóvel.
Desse modo, a due diligence permite reunir informações relevantes sobre a situação do imóvel. Portanto, sua realização pode auxiliar na identificação de riscos antes da conclusão da operação imobiliária.
Ou seja, trata-se de uma investigação mais detalhada, especialmente recomendada para negociações de alto valor ou que envolvam imóveis complexos.
Além disso, a due diligence pode ser importante para empresas, investidores e compradores que pretendem adquirir terrenos, áreas comerciais, imóveis rurais ou propriedades com histórico documental extenso.
4. Elaboração e revisão do contrato de compra e venda
O advogado pode elaborar ou revisar o contrato que formalizará a negociação. Dessa forma, o documento registra com mais precisão as condições acordadas entre o comprador e o vendedor.
Entre os principais pontos que o advogado pode analisar estão:
- identificação das partes;
- descrição do imóvel;
- preço;
- forma de pagamento;
- valor do sinal;
- prazo para quitação;
- data de entrega da posse;
- responsabilidades por impostos e taxas;
- obrigação de apresentar documentos;
- multas;
- garantias;
- hipóteses de rescisão;
- consequências do inadimplemento;
- prazo para lavratura da escritura;
- responsabilidade pelo registro.
Contudo, não basta observar apenas o valor do imóvel. Também é necessário analisar as consequências de cada cláusula, pois uma obrigação mal definida pode gerar discussões no futuro.
Por isso, o contrato deve estabelecer prazos, responsabilidades e penalidades de maneira clara e objetiva.
5. Orientação sobre sinal e arras
Em muitas negociações, o comprador paga uma quantia inicial para demonstrar seu interesse ou reservar o imóvel. As partes podem definir esse valor como sinal ou arras, conforme a finalidade estabelecida na negociação. Contudo, as consequências do pagamento podem variar conforme as condições estabelecidas no negócio. Por isso, é importante compreender a natureza desse valor, bem como as obrigações relacionadas ao seu pagamento.
Assim, o advogado pode explicar:
- a natureza do valor pago;
- se existe direito de arrependimento;
- quais são as consequências da desistência;
- quando o sinal deve ser devolvido;
- em quais situações pode haver retenção;
- como o valor será abatido do preço final;
- quais multas podem ser aplicadas.
Desse modo, a orientação jurídica pode esclarecer as condições relacionadas ao sinal ou às arras. Portanto, as partes podem compreender melhor as consequências previstas para diferentes situações.
Assim, o comprador consegue compreender melhor os efeitos do pagamento inicial. Entretanto, é fundamental que o contrato esclareça expressamente a finalidade do valor, porque a falta de precisão pode provocar conflitos.
6. Assessoria na compra de imóvel financiado
A compra financiada envolve o comprador, o vendedor e a instituição financeira. Além disso, geralmente exige análise de crédito, avaliação do imóvel, assinatura de contrato bancário e constituição de uma garantia.
O advogado pode auxiliar na compreensão de:
- valor da entrada;
- condições do financiamento;
- juros;
- prazo de pagamento;
- seguros;
- encargos;
- alienação fiduciária;
- condições para liberação do crédito;
- obrigações do comprador;
- consequências do atraso;
- regras para quitação antecipada.
Ademais, o profissional pode verificar se o contrato de compra e venda está de acordo com o financiamento aprovado.
Por isso, a assessoria jurídica pode ajudar a evitar situações em que o comprador assina um contrato sem compreender completamente as condições do crédito ou as consequências do não pagamento.
7. Análise de imóveis na planta
A compra de um imóvel na planta possui características próprias. Nesse caso, o comprador não adquire apenas uma unidade pronta, mas também assume obrigações relacionadas a uma obra que ainda será concluída.
O advogado pode analisar:
- contrato de promessa de compra e venda;
- memorial de incorporação;
- registro da incorporação;
- prazo de entrega;
- prazo de tolerância;
- índice de correção das parcelas;
- condições de financiamento;
- cobrança de comissão de corretagem;
- regras de distrato;
- patrimônio de afetação, quando aplicável;
- especificações do imóvel;
- penalidades por atraso.
Contudo, as informações divulgadas em anúncios e materiais publicitários devem ser comparadas com o contrato. Ou seja, aquilo que foi prometido ao comprador precisa estar adequadamente previsto na documentação da negociação.
Desse modo, a revisão contratual pode ajudar a esclarecer o que será entregue, em qual prazo e sob quais condições.
8. Análise de imóveis usados
Os imóveis usados podem apresentar problemas que não são identificados facilmente durante a visita, por isso, a análise jurídica deve considerar tanto os documentos quanto as condições efetivas da propriedade.
Podem ser investigadas situações como:
- reformas não regularizadas;
- divergência entre a área construída e a matrícula;
- débitos de IPTU;
- débitos condominiais;
- ocupação por terceiros;
- locação ainda vigente;
- usufruto;
- inventário pendente;
- restrições de uso;
- problemas na transferência;
- pendências relacionadas à construção.
Além disso, é importante verificar se o imóvel será entregue livre e desimpedido, salvo se as partes tiverem combinado algo diferente.
Portanto, o contrato deve registrar as condições de entrega, os prazos e a responsabilidade por eventuais pendências.
9. Verificação de dívidas e restrições
Antes de concluir a compra, o advogado pode auxiliar na identificação de dívidas relacionadas ao imóvel e ao vendedor.
Entre as pendências que podem ser verificadas estão:
- IPTU;
- taxas municipais;
- contribuições de melhoria;
- taxas condominiais;
- multas administrativas;
- contas vinculadas ao imóvel;
- parcelas de financiamento;
- penhoras;
- hipotecas;
- alienação fiduciária;
- restrições judiciais.
Assim, o comprador pode conhecer melhor os riscos envolvidos antes de realizar o pagamento.
Entretanto, a responsabilidade por cada dívida deve ser definida no contrato. Por isso, o documento precisa indicar quem deverá quitar a pendência, em qual prazo e quais serão as consequências caso isso não aconteça.
10. Orientação sobre impostos e despesas
A compra de um imóvel envolve diversas despesas além do preço negociado. Ademais, os valores podem variar conforme a localização, o tipo de operação e as características da propriedade.
Entre os custos que podem ser analisados estão:
- Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis, conhecido como ITBI;
- escritura pública;
- registro do título;
- certidões;
- avaliação bancária;
- custos de financiamento;
- taxas cartorárias;
- despesas condominiais;
- tributos municipais.
O advogado pode explicar quais despesas costumam estar relacionadas à operação e como elas podem ser distribuídas entre as partes.
Todavia, a responsabilidade pelo pagamento pode depender da legislação aplicável e do que foi combinado no contrato. Por isso, é importante evitar suposições e registrar as obrigações por escrito.
11. Acompanhamento da escritura pública
Em determinadas situações, a compra exige a lavratura de uma escritura pública. Por isso, o advogado pode orientar as partes sobre os documentos necessários, bem como acompanhar a formalização do ato. Ademais, esse acompanhamento pode contribuir para a identificação de informações divergentes, pois os dados apresentados devem estar de acordo com a documentação da negociação.
Assim, esse acompanhamento pode envolver:
- conferência dos dados pessoais;
- verificação da descrição do imóvel;
- análise dos valores declarados;
- conferência das condições da negociação;
- orientação sobre a assinatura;
- avaliação de exigências do tabelionato;
- correção de informações divergentes.
Desse modo, a análise dos documentos pode auxiliar na correta formalização do ato. Portanto, a orientação jurídica pode contribuir para que as partes compreendam as exigências relacionadas à escritura pública. Desse modo, a escritura pode ser elaborada de acordo com a operação efetivamente realizada.
Além disso, a conferência dos dados é importante porque erros na escritura podem dificultar etapas posteriores, como o registro e a atualização da matrícula.
12. Acompanhamento do registro do imóvel
A escritura ou o contrato não substitui, em todos os casos, o registro no Cartório de Registro de Imóveis. Portanto, essa etapa também pode ser acompanhada pelo advogado.
O profissional pode auxiliar em:
- apresentação do título;
- análise de exigências cartorárias;
- correção de documentos;
- pagamento de emolumentos;
- cumprimento de prazos;
- confirmação do registro;
- atualização da matrícula.
Ou seja, a formalização da compra não termina necessariamente com a assinatura do contrato ou da escritura.
Por isso, é importante verificar se o título foi efetivamente registrado e se a matrícula passou a refletir a nova situação do imóvel.
13. Análise de procurações e representantes
Algumas compras são realizadas por meio de procuradores ou representantes legais. Assim, nesses casos, o advogado pode verificar se a pessoa possui poderes suficientes para assinar documentos, bem como concluir a transação. Ademais, essa análise é importante porque os poderes concedidos devem ser compatíveis com os atos que serão praticados. Por isso, a documentação deve ser avaliada com atenção. Contudo, a existência de uma procuração não significa, por si só, que o representante possa realizar qualquer ato. Ou seja, é necessário verificar quais poderes foram efetivamente concedidos. Desse modo, possíveis limitações podem ser identificadas antes da formalização do negócio.
Portanto, podem ser analisados:
- validade da procuração, bem como os poderes concedidos;
- prazo de validade;
- identificação do outorgante;
- necessidade de procuração pública;
- possibilidade de substabelecimento;
- compatibilidade entre os poderes e o negócio.
Ademais, cada documento deve ser analisado conforme as características da negociação, pois as exigências podem variar de acordo com o ato pretendido. Assim, a análise permite verificar se a representação atende às necessidades da transação. Desse modo, eventuais limitações ou irregularidades podem ser identificadas previamente. Portanto, a orientação jurídica pode contribuir para a correta formalização da compra.
Além disso, quando uma empresa participa da negociação, podem ser conferidos os documentos societários e os poderes de seus representantes.
Assim, a análise pode reduzir o risco de questionamentos sobre a validade dos atos praticados.
14. Assessoria na compra de imóveis em leilão
A compra de imóveis em leilão possui regras específicas, por isso, o comprador deve analisar cuidadosamente o edital e a situação da propriedade antes de apresentar uma proposta.
O advogado pode examinar:
- edital do leilão;
- matrícula do imóvel;
- existência de ocupantes;
- débitos;
- gravames;
- processos judiciais;
- condições de pagamento;
- responsabilidade por despesas;
- possibilidade de desocupação;
- regras para imissão na posse;
- riscos de impugnação ou anulação.
Todavia, o imóvel adquirido em leilão pode apresentar dificuldades práticas e jurídicas. Desse modo, a análise prévia é importante para que o comprador compreenda os riscos antes de assumir qualquer obrigação.
15. Negociação de cláusulas e condições
O advogado imobiliário também pode participar das negociações entre comprador e vendedor. Assim, pode auxiliar na transformação de acordos verbais em cláusulas claras e verificáveis.
Podem ser negociados:
- preço;
- prazo de pagamento;
- valor do sinal;
- data de entrega da posse;
- responsabilidade por débitos;
- prazo para apresentação de documentos;
- condições para obtenção de financiamento;
- multas;
- garantias;
- possibilidade de rescisão;
- prazo para escritura;
- obrigação de registro.
Além disso, a participação jurídica pode ajudar a equilibrar as obrigações assumidas pelas partes.
Por isso, a negociação pode ser mais segura quando todos os pontos relevantes são discutidos antes da assinatura do contrato.
16. Elaboração de notificações e documentos complementares
Durante a compra, podem surgir situações que exigem comunicações formais entre as partes. Nesse contexto, o O advogado pode elaborar documentos complementares para registrar decisões e obrigações. Assim, esses documentos podem formalizar alterações, acordos, bem como outras condições estabelecidas pelas partes. Ademais, a documentação adequada pode facilitar a comprovação do que foi definido, pois registra as condições da negociação de maneira mais clara.
Desse modo, podem ser preparados:
- notificações extrajudiciais;
- aditivos contratuais;
- declarações;
- termos de quitação;
- termos de entrega de documentos;
- acordos;
- distratos;
- documentos de alteração da negociação.
Portanto, as partes podem manter um registro mais claro do que foi combinado. Ademais, essa formalização pode contribuir para evitar dúvidas sobre direitos e obrigações, pois estabelece documentalmente as condições acordadas.
Entretanto, cada documento deve ser elaborado conforme a situação concreta, porque modelos genéricos podem não contemplar todos os riscos da operação. Por isso, é importante considerar as particularidades de cada negociação. Assim, o documento pode ser elaborado de forma compatível com as necessidades das partes.
17. Atuação quando surgem problemas após a compra
Mesmo com uma análise prévia, podem surgir problemas depois da conclusão do negócio. Por isso, o advogado também pode atuar na busca de soluções para situações posteriores.
Entre os possíveis problemas estão:
- atraso na entrega da posse;
- descoberta de irregularidades;
- existência de débitos não informados;
- recusa em assinar a escritura;
- impossibilidade de registrar o contrato;
- descumprimento das condições negociadas;
- necessidade de rescindir o contrato;
- pedido de indenização;
- conflitos relacionados à ocupação.
Assim, o profissional pode avaliar alternativas como negociação, notificação extrajudicial, mediação ou processo judicial.
Todavia, a medida adequada dependerá dos documentos, dos prazos e das circunstâncias do caso.
A contratação de um advogado é obrigatória para comprar um imóvel?
Não existe uma exigência geral de contratação de advogado particular para todas as compras de imóveis. Contudo, determinadas operações envolvem riscos e documentos complexos que podem justificar a orientação profissional.
A assessoria pode ser especialmente recomendável quando a compra envolve:
- valor elevado;
- financiamento;
- imóvel na planta;
- leilão;
- herança;
- copropriedade;
- dívidas;
- processos judiciais;
- construção irregular;
- divergências na matrícula;
- contratos extensos.
Ou seja, mesmo quando a contratação não é obrigatória, a análise jurídica pode ajudar a esclarecer as consequências do negócio e a prevenir problemas.
Qual é a diferença entre o advogado e a imobiliária?
A imobiliária e o corretor de imóveis atuam principalmente na intermediação da negociação. Assim, eles podem aproximar compradores e vendedores, bem como apresentar propriedades e auxiliar na comunicação entre as partes.
O advogado imobiliário, por sua vez, concentra sua atuação nos aspectos jurídicos da compra, como por exemplo:
- análise documental;
- avaliação de riscos;
- revisão contratual;
- orientação sobre responsabilidades;
- acompanhamento da escritura;
- acompanhamento do registro;
- negociação de cláusulas;
- atuação em conflitos.
Assim, esses profissionais podem atuar na mesma operação, mas exercem funções diferentes e complementares.
Por isso, o trabalho da imobiliária não substitui necessariamente a análise jurídica independente, principalmente quando a negociação envolve valores altos ou situações complexas.
Cuidados antes de comprar um imóvel
Antes de concluir a compra, o comprador pode, portanto:
- visitar o imóvel em diferentes horários;
- confirmar a identidade do vendedor, bem como verificar a legitimidade para a venda;
- solicitar a matrícula atualizada;
- consultar débitos e restrições;
- conferir a regularidade da construção;
- analisar o contrato antes de assinar;
- guardar comprovantes e comunicações;
- evitar pagamentos sem documentação;
- confirmar as condições do financiamento;
- verificar a assinatura da escritura;
- acompanhar, assim, a realização do registro.
Além disso, todas as promessas feitas durante a negociação devem ser formalizadas por escrito.
Por isso, o comprador deve evitar decisões apressadas, principalmente quando houver pressão para realizar pagamentos ou assinar documentos imediatamente.
Como o advogado imobiliário pode contribuir para uma compra mais segura?
O advogado imobiliário pode oferecer diversos serviços durante a compra de um imóvel, bem como analisar documentos, verificar a situação do vendedor, revisar contratos, orientar sobre financiamento, avaliar imóveis na planta e acompanhar a escritura e o registro. Além disso, sua atuação pode contribuir para identificar dívidas, restrições, irregularidades e riscos que nem sempre são percebidos pelo comprador. Desse modo, a orientação jurídica pode ajudar a prevenir prejuízos e conflitos futuros.
Cada negociação, entretanto, deve ser analisada individualmente, porque o tipo de imóvel, o valor da operação, a documentação e as condições de pagamento podem modificar os riscos envolvidos. Portanto, antes de assinar contratos ou realizar pagamentos significativos, fale com um advogado da sua confiança.


